A Jerónimo Martins anunciou esta quinta-feira que vai abrir mais 10 lojas Pingo Doce ainda este ano. Porém, o presidente do conselho de administração do grupo fez questão de explicar, em conferência de imprensa, que a prioridade da empresa para 2019 será remodelar os espaços atuais.

Já no relatório e contas apresentado ontem ao mercado o grupo garantiu que as cadeias Pingo Doce e o Recheio iriam continuar “focados em ganhar quota de mercado e em manter-se como a primeira escolha dos respetivos consumidores e clientes” ao longo deste ano. “A nossa insígnia de supermercados deverá manter o ritmo de expansão de lojas, continuando também a investir no programa de remodelações”, explicou a empresa.

Aos meios de comunicação social, Pedro Soares dos Santos referiu que o Pingo Doce terminou 2018 a representar cerca de 22% das vendas totais do grupo (só perde para a polaca Biendronka), com 432 lojas no país e 90 milhões de euros investidos. “O Pingo Doce teve um ano extraordinário [2018]. Investimos muito nas marcas próprias e fez muito para comunicar os seus valores. Não fizemos grande expansão. Investimos mais nas que tínhamos do em novas expansões”, assegurou o administrador delegado.

A retalhista, que tem 108.560 funcionários no conjunto de todas as empresas que detém, garantiu também que 80% dos trabalhadores do Pingo Doce aumentos salariais no ano passado. “A companhia acredita que é com as pessoas que se faz a diferença, acredita na formação e que não são as máquinas mas é o calor humano que faz a diferença no ponto de venda”, explicou Pedro Soares dos Santos aos jornalistas, realçando a gestão feminina nesta cadeia de supermercados.

Em relação ao futuro da empresa, o chairman da Jerónimo Martins mostrou-se confiante no impacto da restauração no Pingo Doce mas descrente na evolução do consumo na Europa, pelo menos, no primeiro semestre de 2019 por dois motivos: calendário e político.

Na opinião de Pedro Soares dos Santos, “os consumidores podem-se acautelar e não gastar dinheiro” face à instabilidade política no ‘Velho Continente’, decorrente do processo de saída do Reino Unido da União Europeia (prevista para março), das eleições europeias (marcadas para maio) e das eleições legislativas na Polónia e em Portugal (agendadas para outubro).

“Temos uma loja junto à fronteira com a Venezuela. Faz pena o que vê quando se lá vai. Custa-me que talvez o país mais rico da América Latina esteja nesta situação (…). Não há sensibilidade e ninguém quer discutir o que lá se passa”, acrescentou, referindo-se à situação na América Latina.

Fonte: Jornal Económico


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