Num ano em que o mercado da distribuição em Portugal está a ser animado pela concretização do início da operação do gigante espanhol do setor, a Mercadona, e pela turbulência em torno do controlo accionista do Dia (em Portugal opera com a insígnia Minipreço), que poderá provocar alterações no ‘ranking’ dos principais operadores no mercado nacional, nota-se que a crescente competitividade no setor passa por novas tendências que privilegiam a inovação e se focam em particular no retalho agroalimentar. Os destaques vão para os produtos frescos, soluções de refeições com cozinhas próprias dos grupos distribuidores e para as marcas próprias. Há uma aposta crescente no setor agroalimentar, uma preocupação com a saúde, promovendo as reduções de consumo de sal, açúcar e gorduras. Preços competitivos, a continuação do reinado das promoções, a progressiva importância das lojas de proximidade e uma atenção reforçada às questões de ambiente e sustentabilidade, de que é exemplo a tentativa generalizada de redução de consumo de plástico, são as outras tendências que vão marcar o futuro da distribuição em Portugal.

Também de origem espanhola, o DIA está presente em Portugal com a marca Minipreço há muitos anos. Apesar da recente turbulência em torno da sua estrutura acionista, cujo desfecho ainda é difícil de prever neste momento, o mercado nacional continua a ser uma aposta estratégica do grupo.

“Em 2019, vamos prosseguir com a adaptação do nosso parque de lojas a novos modelos, como o conceito ‘Minipreço Express’, introduzido em finais de 2017 e que teve grande expansão em 2018, mais moderno e focado nas necessidades dos consumidores dos dias de hoje, e no reforço da área dos frescos em cada loja como eixo fundamental da nossa oferta”, revelou Ricardo Torres Assunção, diretor de Publicidade e Comunicação do DIA Portugal, em declarações ao Jornal Económico.

Este responsável destaca ainda que, “para além disso, vamos começar a ter o ‘e-commerce’ como uma realidade, depois dos testes que efetuámos na nossa loja do Mercado de Santos em Lisboa”, acrescentando que, “por último, o reforço da utilização da nossa App, que permite cruzar com maior eficácia a fidelização com dinâmicas personalizadas de premiação dos nossos clientes, com o intuito final de os tornar mais do que consumidores, embaixadores da nossa insígnia”.

“A insígnia Minipreço é a insígnia por excelência do mercado de proximidade. A nossa dispersão geográfica no território nacional não tem comparação com o restante setor da distribuição alimentar em Portugal. Esse é o nosso cunho e o que nos distingue claramente. Por essa razão, temos consciência de que ao servirmos diariamente cerca de dois milhões de famílias em Portugal, temos uma obrigação acrescida de os dotar de um sortido rico e variado, aos melhores preços do mercado”, defende Ricardo Torres Assunção.

Segundo este responsável, “estamos completamente focados nos nossos clientes, nas suas exigências diárias, adaptando a nossa oferta e os nossos formatos de loja aos seus hábitos de consumo”. “Remodelamos áreas e acrescentamos seções com o intuito de conseguirmos responder aos desafios que nos são colocados diariamente. Sabemos que ao estarmos, como nenhuma outra insígnia do setor, ao lado de casa, do escritório, do ginásio, dos nossos clientes somos uma escolha prática, cómoda e útil, mas sempre aos melhores preços do mercado. Somos o típico supermercado de bairro onde os nossos funcionários conhecem os clientes pelo nome e as suas preferências diárias. Esse é um ativo que transportamos com orgulho”, assume Ricardo Torres Assunção.

O responsável do DIA Portugal assinala que “a nossa história de quase 40 anos em Portugal é feita de um compromisso diário com os nossos clientes”, justificando que “o preço, aliado à proximidade e a um conjunto de marcas próprias de reconhecida qualidade, têm contribuído para cimentar essa relação”.

O diretor do DIA Portugal realça ainda que “os frescos são e serão cada vez mais uma aposta de futuro na insígnia Minipreço”. “Estamos a remodelar a nossa oferta nesse sentido, introduzindo mais e melhores seções, onde a variedade e o sortido alargados serão o espelho da nossa restante oferta. É uma área fundamental onde temos dado passos firmes, apostando na produção nacional como vetor fundamental da nossa oferta”, avança esta responsável do DIA, que conta com mais de 600 lojas em Portugal.

Também o Minipreço considera que “o segmento agroalimentar é de especial relevância e assume um carácter cada vez mais distintivo na distribuição alimentar”. Ricardo Torres Assunção frisa que “a nossa preocupação é dotar as nossas lojas de um abastecimento regular, sendo que a grande maioria já tem entregas diárias, com um foco na produção nacional, que permita que os nossos clientes tenham diariamente à sua disposição uma vasta seleção de frescos com a melhor relação preço/qualidade”. “Trabalhamos diariamente nesse sentido, antecipando falhas e corrigindo procedimentos, por forma a que as nossas lojas sejam, no segmento agroalimentar, uma referência no setor da distribuição alimentar”, confessa.

De acordo com Ricardo Torres Assunção, “em 2019, vamos continuar a cimentar a nossa posição como o maior franqueador nacional do setor da distribuição alimentar, com um modelo de negócio com provas dadas já em mais de 50% do nosso atual parque de lojas”, ressalvando que “há mais de 20 anos que temos um modelo em funcionamento que tem conseguido cativar um crescente número de empreendedores que olham para a franquia Minipreço como uma oportunidade para iniciarem um negócio, beneficiando de todas as sinergias que a marca Minipreço oferece”.

“O nosso crescimento é feito também destas relações de parceria que perduram no tempo e que tem permitido que alguns franqueados já tenham mais do que uma loja”, concluiu Ricardo Torres Assunção.

Fonte: Jornal Económico


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