Desde o início do ano, o grupo liderado por Cláudia Azevedo investiu já 275 milhões. Vendas consolidadas cresceram 10,2% para 4.635 milhões de euros.

O volume de negócios da Sonae cresceu 8,8% para 1.674 milhões de euros no terceiro trimestre do ano, contribuindo para que nos primeiros nove meses de 2019 as vendas do grupo liderado por Cláudia Azevedo tenham chegado aos 4.635 milhões, um aumento de 10,2% face a igual período do ano passado. O investimento no período ascendeu a 275 milhões de euros, mais de um milhão por dia.

“A Sonae manteve um forte desempenho operacional no terceiro trimestre, consolidado, assim, os resultados positivos atingidos no primeiro semestre do ano”, destaca a CEO do grupo, no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que promete: “À medida que o final do ano se aproxima, continuaremos todos focados em executar as estratégias definidas para cada negócio, fazendo de 2019 um ano de sucesso para a Sonae e para todos os nossos stakeholders“.

Sobre as vendas, Cláudia Azevedo destaca que o “forte nível” de crescimento foi impulsionado sobretudo pela Sonae MC – cujo volume de negócios cresceu 9,5% para 3.427 milhões de euros -, mas, também, por um conjunto de aquisições, designadamente a compra dos 20% na Sonae Sierra e o investimento da Sonae MC numa participação de controlo na Arenal, empresa de parafarmácias e perfumarias em Espanha. “Mas, mesmo excluindo estas aquisições, o crescimento do grupo teria atingido 5% nos primeiros nove meses do ano”, sublinha o comunicado.

Evolução “positiva” teve, também, a rentabilidade do grupo. O EBITDA subjacente aumentou 21,1% no trimestre para 162 milhões e 23,5% nos conjunto dos nove meses para 402 milhões de euros. A dívida líquida 113 milhões de euros numa base comparável (20 milhões em termos homólogos), o que leva Cláudia Azevedo a sublinhar que esta é uma “clara demonstração da capacidade de geração de cash flow dos ativos subjacentes”. O comunicado frisa que “todos os negócios do portefólio mantiveram uma estrutura de capitais sólida” e que o custo da dívida da Sonae se manteve estável em 1,3%. O perfil da maturade ,édia aumentou para mais de quatro anos. “A Sonae manteve a sua prática de estar integralmente financiada para os próximos 18 meses”, pode ler-se.

Já o resultado líquido atribuível aos acionistas mais do que duplicou no terceiro trimestre, passando de 24 para 50 milhões de euros, “traduzindo o crescimento das vendas e da rentabilidade operacional, bem como as mais valias relacionadas com a gestão ativa do portefólio”. Na análise ao conjunto dos nove meses, o resultado líquido atribuível a acionistas passou de 105 para 88 milhões de euros, influenciado pela venda da participação na Outsystems no segundo trimestre do ano passado.

Este ano também houve mais valias a ter em conta, mas mais modestas. Os resultados da Sonae contam com quatro milhões de euros inscritos nos itens não recorrentes destes primeiros nove meses de 2019 (haviam sido 33 milhões o ano passado), correspondentes às mais valias relativas à transação da WeDo e a operações de sale & leaseback.

Sobre o investimento, que totalizou 275 milhões, destaque para a compra da espanhola Arenal e para as aquisições de participações nas tecnológicas Cellwize, CB4 e Daisy Intelligence pela Sonae IM. A Sonae MC abriu, no período, 58 novas lojas, entre as quais nove espaços Continente Bom Dia e dois Continente Modelo.

Fonte: Dinheiro Vivo


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