Oferta no Grande Porto bate a da Grande Lisboa e está dinâmica

A oferta do Grande Porto no segmento industrial & logística, com 13 milhões de metros quadrados (m2) edificados, é superior à de Lisboa (11,8 milhões de m2), indica um estudo da Cushman & Wakefield (C&W), atento “à dinâmica” do sector na região, muito por força do segmento alimentar.

Entre as principais operações registadas, a C&W refere a conclusão do Bloco Logístico da Mercadona (24 mil m2), na Póvoa de Varzin, e a construção do novo entreposto do Lidl no Parque Industrial de Santo Tirso (48 mil m2/2020), seguindo a onda iniciada pelo Centro Logístico de Alfena da Jerónimo Martins (70 mil m2/2017).

Para Sérgio Nunes, diretor da área industrial, logística e terrenos da C&W, esta comparação Porto-Lisboa não traz surpresas. “Estamos a falar de uma região fortemente industrializada”, comenta, sem esquecer que o sector tem atraído para norte investidores industriais, como a fabricante de estruturas Stelia Aerospace, do Grupo Airbus, que está a instalar uma unidade de 72 mil m2 na Zona Industrial de Ermida (Santo Tirso), e o primeiro parque industrial e logístico de Portugal, o VGP Park Santa Maria da Feira (30 mil m2).

Mas na zona prime, no eixo Mai-Via Norte, que concentra 13% da oferta, as rendas rondam os €3,85/mês, abaixo dos €4/mês relativos à renda prime da Zona 1 (Alverca-Azambuja) de Lisboa.

Olhando para o mapa nacional, os números da C&W mostram que “o mercado ocupacional do sector industrial & logística transacionou 147.500 m2 em 2019, 8% acima do volume registado no ano anterior”, com protagonistas como a Mercadona, a norte, ou a Volkswagen Services e a expansão de 13 mil m2 no seu espaço de Palmela e a ocupação de 16.700 m2 da Plataforma da Azambuja, através das expansões da GL Foods e da Torrestir, a sul.

Quanto ao futuro, há no pipeline investimento como o da Generis Farmacêutica, que comprou um lote de 8,8 hectares em Rio Maior para desenvolver uma unidade de embalamento de medicamentos.

“Em termos de promoção, perspetiva-se que a atual escassez de oferta de instalações modernas de qualidade venha a ser comaltada com o arranque de novos projetos, entre os quais a Plataforma Logística Norte da Merlin Properties, na Castanheira do Ribatejo (225.500 m2), e o projeto logístico da Aquila Capital, na Azambuja (115 mil m2), sublinha Sérgio Nunes.

A puxar pela procura e dinâmica do sector, depois de alguns anos sem investimentos significativos, “é também preciso considerar o peso de novos negócios, como o e-commerce ou o self storage [unidades de armazenamento]”, onde começam a pontuar investimentos de empresas como a Orange, a Bluespace ou Espazo. “Na verdade, este é um segmento que segue um ritmo bem diferente do mercado habitacional, muito ligado ao andamento da economia global, das tendências de negócios”, refere Sérgio Nunes, sublinhando que as rendas, mais baixas do que no segmento residencial ou comercial, têm a seu favor o fator estabilidade: “Em geral, significam rentabilidade segura. Quem investe num armazém ou numa fábrica faz um contrato de vários anos”, afirma.

Expansão contínua

13

milhões de m2 é a oferta existente no Grande Porto, superior aos 11,8 milhões de m2 de Lisboa

8%

foi o crescimento das transações no mercado ocupacional em 2019, que atingiram os 147.500 m2

4

euros por mês é o valor da renda prime na Zona 1 (Alverca-Azambuja) de Lisboa. No Porto, a renda prime da Zona 1 (Maia-Via Norte) fica nos €3,85

Fonte: Expresso


1 comentário

ปั้มไลค์ · junho 30, 2020 às 7:16 pm

Like!! I blog frequently and I really thank you for your content. The article has truly peaked my interest.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PT
EN PT