Imobiliário das famílias passou a valer, em cinco anos, mais 84 mil milhões de euros, o que fez disparar, em paralelo, o valor da sua riqueza para números nunca vistos.

Pode parecer um paradoxo, mas, numa altura em que se está a poupar menos, o disparo do preço do imobiliário fez subir para números nunca vistos — nem antes da crise económica que se registou no início da última década — a riqueza total das famílias portuguesas.

A constatação está num artigo de dois economistas publicado pelo Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia e que recebeu o Prémio “Poupança e Financiamento da Economia Portuguesa”, atribuído por esse gabinete, pela Associação Portuguesa de Seguradores e pela NOVA Information Management School.

A riqueza das famílias é composta por património financeiro (por exemplo, dinheiro no banco e não só), mas também não financeiro, nomeadamente, o valor das suas casas. Deduzindo as dívidas, chegamos ao valor da riqueza total líquida.

Os números reunidos pelos autores do artigo, Tiago Domingues e Margarida Castro Rego, revelam que entre 1980 e 2010 essa riqueza líquida das famílias portuguesas subiu de forma constante quase todos os anos, dando um ‘trambolhão’ de 46,8 mil milhões de euros (-8,6%) entre 2010 e 2012. A partir daí, tem sido sempre a subir, atingindo máximos históricos, sucessivamente, em 2016, 2017 e 2018, chegando, nesse último ano, a 625 mil milhões de euros (mais 129 mil milhões que em 2012).

Fonte: TSF Rádio Notícias


1 comentário

ปั้มไลค์ · maio 20, 2020 às 1:15 am

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