Investir no mercado imobiliário português continua a ser uma ponta de lança para empresários dos quatro cantos do mundo. Com ou sem pandemia.

Portugal tem atraído a atenção de investidores estrangeiros no mercado imobiliário de origens tão distintas como Reino Unido, Brasil, Bélgica, França, China, Índia, Rússia, Turquia e Emiratos.

No segmento residencial, Pedro Lencastre, diretor-geral  da JLL, contabiliza cerca de 50 nacionalidades diferentes a comprar casa em Portugal nos últimos anos. Refere ainda que há “uma preponderância de brasileiros, franceses e também de chineses, mas temos hoje compradores de todas as partes do mundo, incluindo a Ásia, América e a Europa”. Um cenário que se repete no investimento institucional.

O diretor-geral da CBRE Portugal, Francisco Horta e Costa, revela que, neste momento, existem “algumas transações com dimensão em comercialização que nos levam a projetar um volume de investimento para o segundo semestre em torno dos 1.000 milhões de euros e outras que provavelmente só irão concretizar-se em 2021”. O diretor-geral da CBRE Portugal fez as contas e conclui que este poderão ser investidos no setor imobiliário de rendimento, cerca de 2.700 milhões de euros, “posicionando 2020 como o terceiro ano de maior investimento em Portugal”. A maioria do ativos são escritórios, mas prevêem-se também transações de projetos de habitação para arrendamento.

Na rede RE/MAX cerca de  17/18% das transações concretizadas envolveram um cliente de nacionalidade estrangeira, com os brasileiros a terem um peso de 5,57%, sendo que os primeiros do ranking são os portugueses com 82,32%. De acordo com a presidente executiva da imobiliária, Beatriz Rubio, se considerar apenas o segmento Collection – dos imóveis de luxo – “constata-se que no primeiro semestre de 2020, os clientes chineses voltaram à sua posição de liderança na lista de clientes internacionais, com quase 10% da faturação registada e 8% das transações, suplantando, assim, o domínio dos clientes brasileiros registado nos últimos anos”.

A região do Porto não tem sido exceção e também tem captado o interesse de investidores estrangeiros. João Leite Castro, da Predibisa, realça que no Corporate as nacionalidades que ganham destaque são as multinacionais, sobretudo francesas, alemãs e americanas. No residencial, estão em evidência os belgas, israelitas, americanos, asiáticos (developers), brasileiros, sul-africanos, suíços, franceses e americanos (clientes finais).

Fonte: Forbes PT


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