O CEO da Fosun afirma que a empresa está “muito satisfeita com a experiência em Portugal”, país a que chama “segunda casa”. Ainda assim, o grupo, que é, desde 2014 o maior investidor privado chinês no país, reconheceu que estava cauteloso quando começou o investimento.

Em entrevista ao Diário de Notícias (acesso pago), Wang Qunbin admitiu que o grupo, com participações no setor bancário (BCP), saúde (Luz Saúde) e seguros (Fidelidade), estava cauteloso quando começou a investir em Portugal, uma vez que naquela altura a economia portuguesa estava em recessão. No entanto, considera que as dúvidas se foram desvanecendo, ao longo do tempo, e que, neste momento, o país “é a porta de entrada para o investimento na Europa”.

Portugal dá estabilidade à Fosun: temos ativos muito bons e temos equipas de gestão fortes no país, o ambiente político é muito estável, mesmo depois da mudança de Governo, e a economia recuperou muito bem. Além disso, Portugal é uma porta de entrada para o nosso investimento na Europa, mas é, ao mesmo tempo, o portal do nosso investimento para os países de língua oficial portuguesa”, disse o presidente executivo do Grupo Fosun.

Bastante satisfeito com a experiência em Portugal, Wang Qunbin refere-se ao país como “a segunda casa” e considera que a compra da Fidelidade foi um dos maiores investimentos do grupo no exterior, destacando a oportunidade de “trabalhar em conjunto com outras empresas portuguesas, complementando assim as vantagens de cada uma e combinando o momento de crescimento da China com recursos globais para criar ainda mais oportunidades de negócio”.

Na entrevista, o grupo chinês avalia a política europeia sobre a China de forma otimista, referindo que a cooperação é “um dos pilares da relação China-União Europeia” (UE). O CEO nega que o novo mecanismo de rastreio do Investimento Direto Estrangeiro seja uma medida protecionista da UE para excluir a tecnologia e o investimento chinês. O empresário destaca ainda a transparência da empresa “em todos os seus investimentos” e afirma que o grupo sempre seguiu com os regulamentos da UE.

Na Europa, o grupo chinês já adquiriu gigantes do turismo como o Club Med e Thomas Cook. Esta entrevista foi realizada antes de se saber que o operador turístico britânico iria declarar falência.

Fonte: Eco Sapo


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