Capital portuguesa atrai investidores na área da reabilitação urbana. Nos primeiros seis meses do ano foram realizadas 759 operações.

Santa Maria Maior é a freguesia lisboeta que mais atrai investimento estrangeiro na área da Reabilitação Urbana. Só nos primeiros seis meses deste ano, a freguesia no centro histórico da capital – que inclui alguns dos pontos turísticos mais procurados, como o Castelo de São Jorge ou Alfama -, recebeu investimentos na ordem dos €54,9 milhões, dos quais 80% são de entidades internacionais.

Com a capital portuguesa a assumir-se cada vez mais como um destino internacional – quer para passar férias, como para investir -, as freguesias da Misericórdia e de Santa Maria Maior são as favoritas de quem compra habitação em Lisboa para reabilitar, tendo acolhido investimentos de €55,5 milhões e €54,9 milhões, respetivamente. Seguem-se as freguesias de Santo António (€42,8 milhões) e Arroios (€38,3 milhões), cujo peso internacional no total investido é de 48% e 47%, respetivamente.

A tendência alarga-se a praticamente toda a zona central da Lisboa desde o início de 2019. No primeiro semestre deste ano, o investimento estrangeiro cresceu 10%, relativamente ao de 2018. Um dos setores que mais se desenvolveu foi a Área da Reabilitação Urbana (ARU), com 759 operações, que ascenderam aos €343,9 milhões. Este valor representa 34% do total investido – cerca de €1,02 mil milhões, segundo dados da Confidencial Imobiliário.

Protagonizado por compradores de 70 nacionalidades, envolvendo países de todo o mundo, os investidores chegam sobretudo de França (21% do investimento internacional), China (14%), Brasil (8%), Estados Unidos (5%) e Reino Unido (5%). África do Sul, Turquia, Índia, Itália, Alemanha, Suécia, Vietname e Bélgica apresentam quotas mais pequenas, ainda assim superiores a 3% do total investido.

“O investimento internacional em habitação continua muito robusto e dá continuidade à forte dinâmica do ano passado, quando se atingiu um patamar inédito de €694,3 milhões”, disse Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário. “Nos dois anos anteriores, esta atividade situou-se entre os €300 e os €375 milhões anuais, ou seja, transacionando-se por ano praticamente o que se está a transacionar atualmente por semestre.”

Há outras zonas da cidade na mira do investimento internacional. As freguesias da Ajuda, Benfica, Carnide, Campolide e Areeiro registaram fortes crescimentos face a 2018, com 25% de todo o volume investido. Outro indicador do forte interesse dos estrangeiros por Lisboa é o aumento do ticket médio por operação, que passou de €393,2 mil (primeiro semestre 2018) para os atuais €453,0 mil, ficando 46% acima do ticket dos nacionais, que se manteve praticamente inalterado em torno dos €306 mil.

Fonte: Expresso


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