Comprador do empreendimento de Braga é o grupo internacional de gestão de ativos MDSR.

A Caixa Geral de Depósitos vendeu o centro comercial Nova Arcada, em Braga, ao grupo internacional de gestão de ativos MDSR Investment. O valor da transação, que contou com o apoio da Cushman & Wakefield, não foi revelado, já que as partes convencionaram uma cláusula de confidencialidade.

O Nova Arcada tem 72 mil metros quadrados de área comercial, 2600 lugares de estacionamento e lojas âncora de cadeias nacionais e internacio­nais. É o caso da IKEA, que dispõe de uma loja com 22 mil metros quadrados.

” O Nova Arcada é um caso interessante de como os bancos podem acrescentar valor num projeto de forma direta e escolher o momento certo para sair”, destaca Francisco Sottomayor, diretor de negócio imobiliário da Caixa Geral de Depósitos. É que a Caixa assumiu este imóvel ainda durante a sua fase de construção, em julho de 2012, no quadro da recuperação de créditos em incumprimento.

“À data, o projeto chamava-se Dolce Vita Braga, e a construção estava parada há já algum tempo e o nível de desconfiança com o projeto era patente entre os operadores do mercado. Havia que ponderar vender o ativo no estado em que este se encontrava ou captar valor e escolher o momento certo da venda. Optou-se por esta última solução”, explica Francisco Sottomayor. “A Caixa terminou a obra e encontrou o gestor certo para o centro – a Sonae Sierra -, que colocou os espaços comerciais junto de insígnias de renome. O centro abriu em março de 2016 e consolidou-se como novo destino comercial, sabendo conquistar o seu espaço no Norte do país e materializar o valor do ativo. O cash-flow interessante que hoje gera permitiu-nos concluir o processo de venda em condições que consideramos favoráveis.”

MDSR quer comprar mais

Já para o comprador, este investimento assinala a entrada no mercado imobiliário português e a construção de uma plataforma ibérica. A MDSR já é um dos maiores investidores em ativos comerciais em Espanha, gerindo mais de 250 mil metros quadrados de superfícies comerciais.

Annalaura Benedetti, responsável da MDSR para o mercado ibérico, explicou ao Expresso por que este grupo internacional escolheu o Nova Arcada para entrar em Portugal: “Embora se trate de um centro comercial já consolidado, este ativo comercial tem grande potencial para crescer ainda mais.”

As compras prometem não ficar por aqui, já que Portugal é um dos destinos eleitos para a MDSR investir o seu capital em 2020 e nos anos seguintes. “Continuamos à procura de oportunidades em todos os segmentos : retalho, logística e escritórios”, acrescenta Annalaura Benedetti. “A recuperação da economia portuguesa voltou a colocar Portugal no mapa para investidores como nós. Estamos a monitorizar de perto a tendência de crescimento das vendas e dos visitantes nos shoppings e acreditamos que ainda há margem para um maior crescimento.”

Novo destino de compras

Carlos Vieira Neto, o responsável pela operação do departamento de investimento da Cushman & Wakefield, destaca a entrada deste novo capital no mercado imobiliário português, particularmente numa cidade em crescimento, como Braga. “A Caixa Geral de Depósitos fez um extraordinário trabalho de gestão do centro, posicionando-o como um novo destino de compras no Norte de Portugal. Com a larga experiência da MDSR, estamos confiantes de que o Nova Arcada continuará a ter sucesso.”

Fonte: Expresso


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