Foram angariados sete novos investimentos para Portugal, todos na área de serviços, dos EUA, Alemanha, França e Suíça. O investimento deverá rondar os 1.000 milhões de euros.

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo (AICEP), Luís Castro Henriques, divulgou que foram angariados sete novos investimentos para Portugal, todos na área de serviços, dois dos quais “em plena pandemia”.

O responsável respondia a questões dos jornalistas na pré-apresentação do acelerador das exportações online da AICEP (que é lançado esta terça-feira), por videoconferência.

Questionado sobre o ponto de situação de angariação de investimentos, Luís Castro Henriques disse ter “boas notícias”.

“Em relação ao investimento, desde que a pandemia arrancou em Portugal já fizemos sete angariações, sete novos clientes que o país não tinha”, salientou o presidente da AICEP. “São todas do setor dos serviços”, acrescentou Luís Castro Henriques.

“Estamos a falar de duas empresas dos Estados Unidos e o resto é tudo do centro da Europa: Alemanha, França e Suíça”, referiu.

“Como sempre, quando as empresas quiserem anunciar, até para efeitos de recrutamento, nós poderemos anunciar quem são especificamente”, acrescentou Luís Castro Henriques.

O responsável sublinhou que mesmo com a pandemia do novo coronavírus a angariação de investimento nunca parou.

Do ponto de vista de angariação nunca parámos, duas delas foram angariadas em plena pandemia e tudo através de ferramentas digitais”, revelou, salientando que nem sequer houve um “solavanco” no processo.

Relativamente ao volume do pipeline (intenções de investimento), este deverá rondar os 1.000 milhões de euros.

“Os contratos que estavam a ser negociados mantêm-se todos e alguns estão a ser já concluídos”, revelou.

Luís Castro Henriques sublinhou também que relativamente ao investimento angariado no ano passado, “os projetos já estão em curso e no terreno”, apontando que “muitas empresas estão a manter os seus planos de recrutamento”.

Portugal, “como um todo, não perdeu fatores de competitividade com a pandemia”, asseverou.

Destacou também que um dos principais fatores distintivos de Portugal é ser um dos mais seguros e estáveis do mundo, pelo que “a forma” como foi abordada a pandemia de Covid-19 “só reforça essa ideia”. Sobre o pós-Covid-19, Luís Castro Henriques manifestou-se “confiante”.

“Sabíamos que aquilo que estávamos a fazer até 01 de março estava a ser bem feito, estávamos a crescer mais que os nossos pares, a exportar mais, a bater recordes de investimento e, portanto, aqui o grande ‘sprint’ vai ser chegar outra vez a esta data”, afirmou.

“Estamos confiantes que a competitividade das empresas portuguesas se mantém”, reiterou.

A AICEP lança hoje o acelerador das exportações ‘online’, uma nova funcionalidade que apoia as empresas portuguesas a exportar ‘online’, com recurso a inteligência artificial.

Fonte: Observador


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